1. Rolos de papel higiênico – como reutilizar!

    abril 13, 2018 by Angelyne

    Voltar à lista de PAPs

    rolos-de-papel-higiênico

    Rolos de papel higiênico

    Cada vez mais nos conscientizamos da necessidade de cuidar da natureza para podermos resolver ou minimizar uma série de problemas existentes no mundo, como o desmatamento de florestas e matas atlânticas, a poluição do ar e dos recursos hídricos como rios, lagos, lagoas e oceanos, o esgotamento de recursos naturais das cidades, ao lado de outras atividades perversas com a caça e a pesca predatória.

    Para reduzir esse impacto que causamos ao meio ambiente, é imprescindível adquirirmos hábitos sustentáveis, através de atitudes simples, que todos podemos tomar. Se cada um fizer um pouquinho, juntos faremos um montão!

    Você já notou quantos rolinhos de papel higiênico acabamos jogando fora, aumentando a nossa pegada ecológica

    Vamos ver algumas formas de minimizar esse impacto reutilizando-os através do artesanato.

    Seguem algumas sugestões em slide show, é só ficar olhando, mas se quiser acelerar é só ir clicando nas imagens.

    Se quiser ver mais detalhes clique em [Show thumbnails] abaixo da galeria e clique na foto que lhe interessou para ler a nota explicativa. Vá clicando nas setinhas que aparecem nas laterais de cada foto para passar para a seguinte ou voltar à anterior.

    Voltar à lista de PAPs

    Agora que você já viu tantas ideias, é só ir guardando os rolinhos para colocá-las em prática!

    Se ficou com alguma dúvida é só me contatar.

    Abraço,

    Angelyne


  2. Que cola usar em cada tipo de projeto?

    abril 6, 2018 by Angelyne

    Atendendo aos pedidos de alguns leitores aqui do blog, que têm dúvidas sobre que cola usar em suas criações, aqui vai um artigo sobre esse assunto.

    Existem vários tipos e marcas de cola no mercado. Cada qual adequado a um determinado tipo de fixação. Vamos ver, por alto, quais são mais usados nos projetos mais comuns de artesanato e bricolagem.

    Adesivos e colas

    Adesivos e colas

    Adesivos estruturais ou colas a base de metacrilato – para colar vidros, plásticos e metais, é muito resistente, sendo usada no lugar da solda, em alguns casos. Seca rápido, mas é aconselhado esperar 24 horas até a secagem total.

    Cola branca de PVA ou acetato de polivinil – uso recomendado para materiais porosos como papel, madeira, tecido, cerâmica porosa e na colagem de madeira com madeira, desde que não se trate de uma colagem estrutural. Uma colagem firme requer que as partes coladas sejam pressionadas de 30 minutos até 1 hora. A secagem final só se dá entre 18 e 24 horas. Após a secagem ela deixa de ser branca e torna-se transparente.

    Cola de contato – disponível em latas ou garrafas. É feita à base de borracha. Pode ser usada para colar borracha, tecido, couro, vidro e alguns tipos de plásticos e ainda para recuperar folheados e laminados que não exijam esforço depois de colados. Deve ser passada nas duas partes a serem coladas. É necessário pressionar muito bem as duas partes. Não é possível reposicionar as peças depois que for feito o contato. Endurece mas permanece flexível quando está completamente seca. Requer ambiente ventilado e cuidado ao manusear, pois é muito inflamável.

    Cola E600 – disponível também na versão nacional (E6000). Cola materiais de difícil aderência, como borracha, vidro, acrílico e plástico, é resistente à água e tem secagem rápida. Ideal para quem faz bijuterias ou biojoias.

    Cola epóxi – disponível em latas ou tubos, é bi componente: uma parte é resina e a outra é um endurecedor. É preciso misturar bem os dois conteúdos imediatamente antes do uso. É um adesivo muito forte, durável e resistente à água. Pode ser usada com alguns tipos de plásticos, borracha, metal e cerâmicas. É necessário fixar e pressionar as superfícies coladas por, pelo menos, 2 horas. O tempo de secagem total se dá entre 12 e 24 horas. Depois de seca torna-se cor âmbar claro.

    Cola instantânea ou de cianoacrilato – também chamada de supercola, sua principal vantagem em relação às outras é sua secagem muito rápida. Pode ser usada para colar vidro, alguns tipos de plástico, cerâmica, metal e borracha. Não recomendada para superfícies flexíveis. Seca totalmente em 24 horas não sendo preciso fixar ou pressionar as partes que foram coladas. Clareia após a secagem.

    Cola isopor – contém solventes à base de heptano, adesivo transparente que funciona da mesma forma que a cola de contato, mas é específico para colar esse tipo de material (poliestireno expandido). Tóxica e inflamável. Encontrada na cor branca ou transparente, não danifica o isopor e também pode ser usada para colar Etil Vinil Acetato (EVA), papel e até plásticos como o acetato.

    Cola madeira – existem tipos diferentes: cola amarela, cola de resina plástica e cola de resorcinol, que é a mais resistente das três e forma ligas fortes e duráveis. A opção de resina plástica não é à prova d’água e, por isso, seu uso não é recomendado em móveis que ficarão fora da casa. A amarela, por sua vez, forma uma liga ligeiramente mais forte do que a branca.

    Colas multiuso – como o nome diz servem para vários tipos de materiais indicados em suas embalagens.

    Cola pano – específica para uso em tecido e também para marcar costuras e bainhas. Em trabalhos mais simples, essa cola pode até mesmo substituir a costura. Solúvel em água Ideal usá-la somente em tecidos 100% algodão, pois pode manchar e danificar tecidos finos ou sintéticos.

    Cola quente ou hot melt – considerada coringa no mundo do artesanato, está disponível em bastões e deve ser aplicada com uma pistola própria. Para usá-la é necessário aquecer o produto, elevando a temperatura até 93ºC. De secagem instantânea e boa aderência em superfícies porosas, como feltro. Não perde a propriedade adesiva ao longo do tempo e não é necessário pressionar ou fixar as partes coladas, bastam 10 a 45 segundos para secar e o tempo de cura total é de 24 horas. Pode ser usada em EVA, renda, plástico e até mesmo acrílico. Entretanto, pode deixar fiapos de cola na peça, além de adquirir uma cor amarelada com o passar dos anos.

    Cola ou selante de silicone – disponível em tubos. É muito forte, resistente à água e a grandes variações de temperatura. Pode ser usada em metal, vidro, madeira, borracha e fibra de vidro. Em alguns casos, também poderá ser usada em cerâmica, alguns tipos de plástico e tecidos. O tempo de cura é de cerca de 24h, mas o adesivo forma uma película em menos de uma hora. Além disso, permanece flexível depois de seco e é encontrado em cores claras, preto e metálicas.

    Cola spray – disponível nas versões reposicionável e permanente. Embora não muito difundida no Brasil, essa cola facilita a vida do artesão. Pode ser usada em diferentes materiais, como tecidos, metal e papel. É transparente, não deixa resíduo, é fácil de usar e alcança áreas de difícil acesso. É preciso tomar cuidado para que seu aplicador não entupa, invertendo a lata e pressionando a válvula a cada aplicação.

    Cola vidro ou cerâmica – específica para esses dois tipos de materiais, possui ato poder reparador e seca rapidamente. À  base de látex acrílico. É necessário segurar bem as partes usando um grampo apropriado ou pregador para auxiliar. Resistente à água e ao calor.

    Conselhos para uma boa colagem:

    1. Antes de usar, leia atentamente as recomendações do fabricante e siga-as à risca para evitar erros e acidentes. Respeite as normas de segurança para evitar acidentes com as colas inflamáveis.
    2. Use óculos e máscara protetora ao manusear as colas que são tóxicas  para evitar irritações na pele, olhos e sistema respiratório.
    3. A temperatura do ambiente pode interferir na qualidade da colagem. O ideal é entre 15ºC a 25ºC.
    4. Acostume-se a fazer um teste em uma amostra antes de aplicar na peça definitiva a fim de evitar surpresas desagradáveis que podem estragar seu trabalho.
    5. Certifique-se de que as partes a serem coladas estejam secas e livres de poeira ou qualquer outro resíduo que possa interferir na aderência.
    6. Na hora de colar, espalhe uniformemente sobre toda a superfície para garantir maior aderência.
    7. Nunca deixe a(s) cola(s) ao alcance de crianças.
    8. Trabalhe sempre em ambientes ventilados e longe do fogo.

     

    Espero ter ajudado, se ainda persistirem dúvidas não hesitem em me contatar!

    Angelyne


  3. Cascas de maracujá – como reaproveitar

    março 30, 2018 by Angelyne

    Hoje vamos ver como reaproveitar as cascas de maracujá!                                                                                                                                                                                                        Voltar à lista de Receitas

    Não muito difundido ainda seu uso como complemento alimentar, a farinha obtida da casca de maracujá tem sido usada com eficiência:

    1. no controle dos níveis de açúcar no sangue
    2. como auxiliar no emagrecimento
    3. na redução  das taxas de colesterol na circulação
    4. para melhorar o funcionamento do intestino

    Duas colheres de farinha de maracujá fornecem aproximadamente 70% das necessidades diárias de fibra alimentar. A mesma porção fornece ainda 1,8 g de proteínas, 0,7 g de gorduras e 6,4 g de carboidratos.

    Veja como fazer a farinha  

    Farinha de cascas de maracujá

    Farinha de cascas de maracujá – imagem google

    Ingredientes:

    5 cascas de maracujá

    Modo de Preparo:

    Lave bem a casca dos maracujás e leve-as para assar em forno brando. Deixe assando até que fiquem secas e quebradiças. Desligue o forno e deixe esfriar.
    Bata as cascas secas no liquidificador ou passe pelo processador até que se transformem numa farinha homogênea.
    Guarde a farinha em um vidro limpo, seco e bem fechado.

    Veja como usar:

    1. uma colher uma hora antes de cada refeição misturada com um copo de água auxilia a controlar o apetite e reduzir a quantidade de alimentos ingeridos.
    2. uma colher misturada com um copo de água à noite ajuda a relaxar a mente facilitando a chegada do sono.
    3. uma colher adicionada aos sucos detox, à salada de frutas ou iogurte.
    4. incorporada à massa para enriquecer pães, bolos, tortas ou recheios.

    Pão integral com farinha de maracujá 

    Pão integral de farinha de maracujá

    Pão integral de farinha de maracujá

    Ingredientes:

    2 copos de farinha de trigo integral
    ½ copo de farinha de centeio
    ½ copo de farinha de aveia
    4 colheres de farinha de maracujá
    1 ovo
    250 ml de água (até dar ponto na massa)
    2 colheres de azeite extra-virgem
    2 colheres de sementes de linhaça
    2 ½ colheres de chá de fermento biológico seco
    2 colheres de sopa de açúcar demerara ou mascavo
    1 colher de café de sal

    Modo de Preparo:

    Misture bem todos os ingredientes secos em uma vasilha grande. Acrescente os outros ingredientes e misture bem até formar uma massa homogênea. Deixe-a crescer por 30 ou 40 minutos.
    Modele o pão a seu gosto e deixe crescer novamente por mais uns 20 minutos. Leve para assar em forno médio por mais ou menos 45 minutos ou até que esteja bem assado.

    Se você puder comer um docinho, aí vai também uma receitinha deliciosa!

    Doce de cascas de maracujá  

     Doce de cascas de maracujá

    Doce de cascas de maracujá

    Ingredientes:

    3 unidades de casca de maracujá
    1 xícara de chá de açúcar
    1 1/2 xícaras de chá de água
    1/2 xícara de chá de suco da polpa do maracujá
    1 pauzinho de canela 

    Modo de preparo:

    Vamos utilizar somente a parte branca das cascas, assim, descasque bem fininho os maracujás.

    Corte cada casca  em quatro partes iguais e retire a polpa para fazer o suco. Corte novamente cada parte ao meio. Deixe-as, de molho na água, de um dia para o outro, na geladeira.

    Para fazer o suco bata no liquidificador a polpa do maracujá com 1/2 xícara de chá de água.

    Faça uma calda com o açúcar, a água e o suco coado da polpa dos maracujás. Acrescente a canela, as cascas escorridas e deixe cozinhar em fogo brando até que fiquem macias e meio transparentes.  Guarde em vidro tampado. Sirva gelado!

    Pode ser acompanhado de queijo caseiro, receita aqui.

     

    Fontes de consulta:
    Braga A, de Medeiros TP, de Araújo BV: Investigação da atividade antihiperglicemiante da farinha da casca de Passiflora edulis Sims, Passifloraceae, em ratos diabéticos induzidos por aloxano. Rev Bras Farmacogn2010, 20:186-191;
    http://www.medindia.net/news/healthinfocus/yellow-passion-fruit-peel-flour-good-for-diabetics-109645-1.htm

    Abraço e até a próxima,

    Angelyne                                                                                                                                                                                                                                                                                                  Voltar à lista de Receitas